PADROEIROS DO SITE

São Luís e Santa Zélia Martin

São Luís e Santa Zélia Martin

Pais de Santa Teresa do Menino Jesus

“Assim como os pequenos pássaros aprendem a cantar ouvindo seus pais, assim as crianças aprendem a ciência das virtudes, a canção sublime do Divino Amor, das almas responsáveis por sua formação”. Santa Teresa do Menino Jesus

Luís Martin nasceu em 1823. No final de seus estudos em Alençon ele escolheu a profissão de relojoeiro. Um homem de fé e de oração, por um tempo Luís desejava entrar para o sacerdócio. Em 1845, ele foi para os Alpes Suíços para entrar num mosteiro cartuxo. Pediram que ele aprendesse Latim e voltasse. Não se sabe o motivo, mas Luís não terminou as aulas de Latim, não retornando ao mosteiro.

 

Zélia Guérin nasceu em 1831. Zélia estudou com as Irmãs da Adoração Perpétua. Ela recebeu formação que a fez uma rendeira muito hábil. Tentou ser freira, mas após conversar com a Superiora das Filhas da Caridade, ela entendeu que não era a vontade de Deus.

 

Um encontro providencial uniu estes dois jovens. Um dia, Zélia cruzava a Ponte Saint-Léonard e por ela passou um rapaz com um rosto nobre, um ar reservado e um comportamento cheio de dignidade. Naquele momento, uma voz interior sussurra em seu ouvido "Este é o homem que está reservado para você." A identidade do rapaz logo foi revelada. Providencialmente, Zélia conhece a mãe de Luís que, tentando arrumar uma católica devota como esposa para o filho, os apresentou.

 

Três meses após terem se conhecido, casam-se à meia-noite no dia 12 de julho de 1858, um horário comum na época entre aqueles que entendiam a importância religiosa do casamento, ou seja, um sacramento que é uma vocação, um chamado à santidade.

 

Os dois decidem manter a castidade perfeita no matrimônio. No entanto, a Sabedoria Divina, que leva tudo com "força e doçura", tem outros planos para este casal e no final de dez meses, a conselho de um amigo sacerdote, mudam de ideia. Eles agora desejam ter muitos filhos, a fim de criá-los e oferecê-los ao Senhor.

 

Como tantas mulheres modernas, em toda sua vida Zélia acumulara as tarefas de mulher, de mãe e de trabalhadora.

 

O casal é abençoado pelo nascimento de nove filhos. Perderam quatro filhos ainda quando crianças, mas o luto não enfraqueceu a confiança na bondade dos planos de Deus e abandonam-se com amor a Sua Vontade. As crianças sobreviventes, cinco meninas, se tornaram freiras, quatro delas carmelitas.

 

Não havia nada de extraordinário na vida deste casal cristão. Sua vida é simples, decididamente voltada para Deus, que está no centro: missa diária, oração pessoal e em família, devoção ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, participação em alguns movimentos de igreja… Zelia era da Terceira Ordem Franciscana e desde cedo, ensinou as suas filhas a oferecerem seus corações ao bom Deus e a simples aceitação das dificuldades diárias "para agradar a Jesus". Uma marca que é a base do ensinamento dado pela mais conhecidas de suas filhas: Santa Terezinha do Menino Jesus.

Seu amor é profundo. Eles se completam harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes. Os dois têm um grande desejo de ser santos. Para isso, vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos.

 

No final de 1876, Zélia descobre um câncer de mama que era inoperável. Morre em 28 de agosto de 1877. Luís fica com cinco filhas para criar: Maria, Paulina, Leônia, Celina, e Teresa, que tem quatro anos e meio de idade.

 

Luis muda-se após a morte da esposa para Lisieux, para viver perto da família de seu cunhado, Isidoro Guérin. O trabalho mais admirável de Luís é como educador. Ainda, a aceitação da vontade de Deus para com as suas filhas e, em seguida, consigo mesmo. Ele não coloca nenhum obstáculo para as vocações de suas filhas e considera-a como uma graça muito especial concedido à sua família.

 

Pouco depois da entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux, ele disse a uma de suas filhas: "Meu Deus, eu estou muito feliz. Não é possível ir para o céu assim. Eu quero sofrer algo por você."

 

Os últimos anos da vida do Sr. Martin são marcados por diversos problemas de saúde. Ele sofre diversas humilhações por causa da doença: Arteriosclerose cerebral, o qual o deixa paralisado e incapacitado de falar. Morre em 29 de julho de 1894.

 

Em 2008, a Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos declarou inexplicável pela ciência e do conhecimento geral, a cura do jovem Pietro Schiliro, de Monza, na Itália. Nascido em 25 de maio de 2002, Pietro sofria de uma doença grave na sequência da inalação de mecônio, o que levou a graves complicações pulmonares. A cura inesperada surgiu em 29 de junho de 2002 após uma novena de orações para os Servos de Deus, então veneráveis, Luis e Zelia Martin. O Papa Bento XVI aprovou o milagre da cura de Pietro realizado por Deus através da intercessão do casal e os beatificou em 19 de outubro de 2008 colocando o dia 12 de julho como dia da festa no calendário litúrgico. Foram canonizados dia

 

Em sua homilia na missa de canonização dos pais de Santa Teresinha, o Papa Francisco afirmou:

“Os santos esposos Luís Martin e Zélia Guérin praticaram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente pleno de fé e de amor; e neste clima germinou a vocação de suas filhas, entre elas Santa Teresa do Menino Jesus”.

© 2017 por Amor Católico.